vultos da Copa

Bellini ensina a disfarçar o nervosismo em jogo de Copa

Zizinho, Nilton Santos, Telê Santana e o capitão de 58 medem a tonelagem da pressão sobre o jogador do Brasil em um Mundial

26jun2018_22h14
Hilderaldo Bellini, capitão de 58, em entrevista à série <i>Futebol</i>
Hilderaldo Bellini, capitão de 58, em entrevista à série Futebol / REPRODUÇÃO

Jogar ou dirigir a seleção brasileira em uma Copa não é para os fracos. Às vezes, nem para os fortes. Uns caem em prantos, como Neymar contra a Costa Rica. Outros, como Tite nessa mesma partida… apenas caem. Nilton Santos, Telê Santana, Zizinho e Bellini falam de suas toneladas particulares ao vestir a camisa do Brasil em um Mundial.

Não se respeita nem dia de final, contou Zizinho. “Em 1950, o prefeito jogou em cima da gente no dia do jogo Brasil e Uruguai: eu dei o estádio a vocês e exijo o campeonato”, lembrou, em entrevista gravada originalmente para a série Futebol, entre 1996 e 1998. “Você quer mais responsabilidade em cima de uma equipe de futebol em uma final de Copa do Mundo?”

Antes de outro jogo decisivo, contra a Hungria, em 54, mais um exemplo da carga sobre o jogador brasileiro em um Mundial. “Um moço lá pediu a palavra e disse que a gente tinha que vingar os nossos mortos de Pistoia. Eu brinquei com o Castilho, pega uma metralhadora, eu pego outra e a gente mata esses caras todos”, disse Nilton Santos, lateral da seleção e do Botafogo. “Futebol a gente tem que estar tranquilo pra jogar bola, não é espírito de guerra.”

Até o fim da Copa, a piauí vai publicar trechos – alguns deles inéditos – de depoimentos de jogadores das principais seleções brasileiras em Copas do Mundo, como as de 58, 62 e 70. É como se eles estivessem comentando a Copa da Rússia. As gravações foram feitas para a série Futebol, de João Moreira Salles e Arthur Fontes, exibida em maio de 1998 no canal GNT. A direção de fotografia é de Walter Carvalho.

Vídeos da série “Diz aí, mestre”:

– Tostão explica a diferença entre um gênio e um bom jogador;
– Didi ensina a arte do meia-armador, aquele que Tite não tem;
– Nilton Santos, Tostão e Telê Santana investigam a relação de amor e ódio do brasileiro com a seleção;
– Dadá Maravilha e Zizinho relembram as manhas para infernizar a vida dos oponentes numa Copa;
– Barbosa
lembra o quanto custa o erro de um goleiro numa Copa do Mundo;
– Zizinho e Ademir da Guia falam da dor de deixar os gramados e das artimanhas do craque para adiar o fim da carreira;
– Bellini
relata como recebeu a braçadeira de capitão;
– Os craques Nilton Santos e Didi contam como driblavam o medo.

Ficha técnica da série “Diz aí, mestre”
Reportagem: Christian Carvalho Cruz
Edição e montagem: Camila Zarur
Edição de imagem: Paula Cardoso
Locução: Luigi Mazza
Imagens: Folhapress, Getty Images, FIFA e Acervo Correio da Manhã
Coordenação: José Roberto de Toledo e Vitor Hugo Brandalise
Agradecimentos: VideoFilmes, Museu do Futebol e Museu da Pelada

 

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