vultos da Copa

Fora de campo, o protagonista

Dois dos maiores técnicos do Brasil, Flávio Costa, da seleção de 50, e Telê Santana, de 82 e 86, explicam o papel do “professor” dentro e fora de um Mundial

03jul2018_23h28
Flávio Costa, técnico da seleção em 50, em entrevista à série <i>Futebol</i>
Flávio Costa, técnico da seleção em 50, em entrevista à série Futebol /REPRODUÇÃO

Numa Copa do Mundo, as estrelas são – ou deveriam ser – os caras que suam a camisa e ralam o joelho dentro do campo. Mas acaba sobrando algum brilho pra quem fica ali na beirada: os técnicos.

O islandês Heimir Hallgrímsson mal chegou e foi logo dizendo que é e vai continuar sendo… dentista. O argentino Jorge Sampaoli, que à frente da seleção usou 15 escalações diferentes em 15 jogos, perdeu o comando do time para Messi e Mascherano. O senegalês Aliou Cissé, único treinador negro no Mundial da Rússia, deu um show de elegância falando sobre racismo no futebol. E o colombiano Juan Carlos Osorio, treinador do México, um show de deselegância – e machismo – ao reclamar das quedas de Neymar e dizer que “futebol é jogo de homem”.

Dois dos maiores técnicos do Brasil, Flávio Costa e Telê Santana, explicam o papel do “professor”. “O técnico vive do erro. Porque corrigindo erros é que você chega à perfeição”, disse Flávio Costa, treinador do Brasil na Copa de 50, em entrevista gravada originalmente para a série Futebol, entre 1996 e 1998. “E vive, sobretudo, do bom jogador.”

Até o fim da Copa, a piauí vai publicar trechos – alguns deles inéditos – de depoimentos de jogadores das principais seleções brasileiras em Copas do Mundo, como as de 58, 62 e 70. É como se eles estivessem comentando a Copa da Rússia. As gravações foram feitas para a série Futebol, de João Moreira Salles e Arthur Fontes, exibida em maio de 1998 no canal GNT. A direção de fotografia é de Walter Carvalho.



Vídeos da série “Diz aí, mestre”:

– Tostão explica a diferença entre um gênio e um bom jogador;
– Joel, Didi e Bellini relatam a hora da arrancada para o primeiro título mundial do Brasil, em 58;
– Dadá Maravilha e Zizinho relembram as manhas para infernizar a vida dos oponentes numa Copa;
– Bellini, Zizinho, Telê Santana e Nilton Santos medem a pressão sobre o jogador do Brasil em um Mundial;
– Didi ensina a arte do meia-armador, aquele que Tite não tem;
– Nilton Santos, Tostão e Telê Santana investigam a relação de amor e ódio do brasileiro com a seleção;
– Barbosa lembra o quanto custa o erro de um goleiro numa Copa do Mundo;
– Nilton Santos e Zezé Moreira lembram da desolação de deixar uma Copa no meio do caminho – como para os times que já caíram na Rússia;
– Zizinho e Ademir da Guia falam da dor de deixar os gramados e das artimanhas do craque para adiar o fim da carreira;
– Bellini relata como recebeu a braçadeira de capitão em 58;
– Os craques Nilton Santos e Didi contam como driblavam o medo.

Ficha técnica da série “Diz aí, mestre”
Reportagem: Christian Carvalho Cruz
Edição e montagem: Camila Zarur
Edição de imagem: Paula Cardoso
Locução: Luigi Mazza
Imagens: Folhapress e Getty Images
Coordenação: José Roberto de Toledo e Vitor Hugo Brandalise
Agradecimentos: VideoFilmes, Museu do Futebol e Museu da Pelada

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