vultos da Copa

O jogo da virada

Em 58, como agora, a seleção melhorou na terceira partida antes da final e ganhou confiança na Copa. Didi, Joel e Bellini reconstituem a arrancada para o primeiro título mundial do Brasil

02jul2018_22h45
Joel, campeão mundial em 58, em entrevista à série <i>Futebol</i>
Joel, campeão mundial em 58, em entrevista à série Futebol / REPRODUÇÃO

Com a vitória contra o México, o Brasil segue na Copa. Vai jogar agora as quartas de final. Há 60 anos, no mundial de 58, esta foi a fase crucial para a seleção que viria a se tornar campeã pela primeira vez.

Depois de uma boa vitória na estréia contra a Áustria, o time patinou e quase perdeu da Inglaterra – o empate em zero a zero ficou barato pra nós. Foi então que alguns jogadores pediram a escalação de Pelé e Garrincha para o terceiro jogo, contra a União Soviética.

Deu certo, e o Brasil seguiu mais confiante para o jogo contra o País de Gales nas quartas. Joel, que perdeu a posição para Garrincha, relembra a saída do time titular. “Ninguém gosta de ser substituído. Mas ele foi extraordinário, empolgou a todos. Eu tive que bater palmas”, contou, em depoimento gravado para a série Futebol, entre 1996 e 1998. O meia-armador Didi e o capitão, Bellini, também estavam lá e reconstituem a virada para a taça em 58.

Até o fim da Copa, a piauí vai publicar trechos – alguns deles inéditos – de depoimentos de jogadores das principais seleções brasileiras em Copas do Mundo, como as de 58, 62 e 70. É como se eles estivessem comentando a Copa da Rússia. As gravações foram feitas para a série Futebol, de João Moreira Salles e Arthur Fontes, exibida em maio de 1998 no canal GNT. A direção de fotografia é de Walter Carvalho.

Vídeos da série “Diz aí, mestre”:

– Tostão explica a diferença entre um gênio e um bom jogador;
– Bellini, Zizinho, Telê Santana e Nilton Santos medem a pressão sobre o jogador do Brasil em um Mundial;
– Didi ensina a arte do meia-armador, aquele que Tite não tem;
– Nilton Santos, Tostão e Telê Santana investigam a relação de amor e ódio do brasileiro com a seleção;
– Dadá Maravilha e Zizinho relembram as manhas para infernizar a vida dos oponentes numa Copa;
– Barbosa lembra o quanto custa o erro de um goleiro numa Copa do Mundo;
– Nilton Santos e Zezé Moreira lembram da desolação de deixar uma Copa no meio do caminho – como para os times que já caíram na Rússia
– Zizinho e Ademir da Guia falam da dor de deixar os gramados e das artimanhas do craque para adiar o fim da carreira;
– Bellini relata como recebeu a braçadeira de capitão em 58;
– Os craques Nilton Santos e Didi contam como driblavam o medo.

Ficha técnica da série “Diz aí, mestre”
Reportagem: Christian Carvalho Cruz
Edição e montagem: Camila Zarur
Edição de imagem: Paula Cardoso
Locução: Luigi Mazza
Imagens: Folhapress, Getty Images, Fifa e CBF
Coordenação: José Roberto de Toledo e Vitor Hugo Brandalise
Agradecimentos: VideoFilmes, Museu do Futebol e Museu da Pelada



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